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Novo Cadastro via rtm rede financeira  

Uma nova família de informações financeiras passa pela rede da CIP - Câmara Interbancária de Pagamentos desde 1º de agosto de 2013: os dados do Novo Cadastro. Parcelas de empréstimo pessoal, parcelas de financiamento imobiliário, prestações de cartão de crédito, tudo isso transita agora no hub recém-criado pela CIP para o Novo Cadastro, sistema de compartilhamento dos históricos de pagamento de obrigações financeiras de clientes pessoas físicas e jurídicas. 

A escolha da CIP para realização do Serviço de Transporte dos Dados (STD) foi essencial para que o setor bancário cumprisse a regulamentação do Novo Cadastro, que busca elevar o nível de transparência sobre a situação de crédito de cada consumidor. Sociedade civil sem fins lucrativos, a CIP já faz a compensação e a liquidação de pagamentos interbancários em tempo real em extranet privativa da RTM, com elevado nível de segurança e alta taxa de disponibilidade (99,9999%). O trabalho da CIP no Novo Cadastro começou em meados do primeiro semestre de 2013, quando um grupo montado pela Febraban para esse projeto a convocou. 

O formato utilizado para a especificação de arquivos é XML, devido a sua flexibilidade. “A CIP estabelece que os arquivos sejam fragmentados, criptografados, assinados e compactados, com tamanho máximo de 50 MB”, diz Célia Okazawa, superintendente de Tecnologia da informação da CIP, ao mencionar os requisitos já observados nos demais serviços prestados pela entidade. 

A criptografia protege a confidencialidade, e a assinatura digital, autenticidade dos dados. A “quebra” e a compactação melhoraram as condições de tráfego na rede, possibilitando agilidade da comunicação e a eficiência no tratamento dos arquivos. A extranet da RTM fica isolada das utilizadas nos demais serviços prestados pela CIP para evitar risco de interferências. 

A participação da CIP é uma maneira eficiente de implantar o Novo Cadastro, além de agregar os serviços de monitoração e suporte a todos os envolvidos. Isso porque os bancos precisam fazer com que os arquivos cheguem aos Gestores de Banco de Dados (GBDs), figuras responsáveis por consolidar e atualizar as informações financeiras dos clientes. A CIP funciona como uma ponte entre as instituições que fornecem crédito e os GBDs. Sem essa intermediação, cada banco teria de construir do zero e manter canais diretos de comunicação com todos os GBDs, o que fatalmente encareceria o processo. O modelo adotado permite que apenas a CIP estabeleça links com os GBDs e as instituições de crédito participantes.